Monday, November 13, 2006

Osla

Osla, trabalha em televisão como apresentadora, neste momento faz equipa com outro apresentador num programa da manhã, tem que se levantar muito cedo, por via disso faz uma triste figura, que nem toda a maquilhagem e os textos escritos que usa com cabula impede de ser patética, é que até nem dois palminhos de cara tem, foi escolhida para não ofuscar a imagem do seu parceiro, decisões comuns no mundo do audiovisual, com uma entoação muito esganiçada, é célebre a calinada que cometeu, quando ao referir-se a alguém que tinha falecido, perguntou a um familiar do morto, se tinha recebido com alegria esse facto, pois a vítima era pessoa pouco apreciada no meio em que vivia, para seu espanto e em directo, obteve como resposta, a nossa reacção foi igual aquela que a menina teve quando à pouco o produtor, a informou que tinha um macaco pendurado no nariz e para antes de entrar no ar, desfazer-se dele, à falta de melhor lugar a menina prendeu o macaco ao casaco do seu colega, podem mostrar por favor.
Foi tal o reboliço no estúdio, que tiveram que interromper a emissão, preenchendo o espaço com promoções a máquinas de barbear, combustíveis, enlatados, outros produtos e consumíveis, nesse dia a bolsa de valores atingiu o seu ponto mais baixo do ano, esteve em risco de cair o maior império da comunicação social, fala-se que foi um frufru de directores gerais e administradores, a estas horas normalmente ainda a dormir, que foram chamados a sanar o conflito, foram dias e dias de comunicados e revisões às peças, para se apurar daquilo que efectivamente se tinha passado, uns tempos depois, à semelhança do que acontece com algumas comissões de inquérito a outras ocorrências, foi divulgado o relatório da comissão designada para o problema alegria e macaco no ar, no seu relatório final podia ler-se relativamente às afirmações da locutora Osla, pode-se concluir que a ordem pela qual os textos lhe foram entregues, não foi a correcta uma vez que aquela pergunta destinava-se ao vencedor do concurso, seja palhaço na TV, para os familiares da pessoa falecida devia a apresentadora, com um ar muito abatido, enaltecer a nobreza do gesto do falecido, em doar uma colecção de livros de poesia infantil, a uma Associação existente no bairro, apesar da sua popularidade não ser a maior, moral da história, cabulas para que te quero.

Monday, October 09, 2006

ola

ola
Estou a ver que tu nunca mais vinhas por hoje tudo bem espero rever-te naquela curva da estrada em que tu simpáticamente me deixaste ficar quando te disse que bastava de brincares com aquilo que eu tenho entre as ditas.